BOLETIM 1338 - Do luto à celebração – Nação Escolhida
- Claayton Nantes

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Nº 1338 – ANO XXVI – 16 a 22 de maio de 2026

Antes de rejeitar a matéria deste informativo, peço alguns minutos da sua atenção. Convido-o a refletir conosco. Dia 14/05/26 a nação de Israel celebrou 78 anos de independência. Para compreender este marco, precisamos de analisar o plano de Deus como um todo.
Aproximadamente 2000 anos antes de Cristo, quando Abraão tinha 75 anos, Deus prometeu essa terra à sua descendência com uma afirmação categórica: “De ti farei uma grande nação!” Gênesis 12:1-2.
Contudo, este processo de posse demorou séculos. Devido à incredulidade dos espias enviados para analisar a terra durante 40 dias, o povo enfrentou um castigo de 40 anos de peregrinação no deserto. Foi apenas no ano 1406 a.C. que Josué liderou a entrada e a conquistou do território, numa campanha militar que durou 7 anos. O povo estabeleceu-se efetivamente na terra por volta de 1399 a.C.
Desde então, a história da região foi marcada por batalhas. O povo perdeu a soberania do território em três grandes momentos da história bíblica:
1. O Reino do Norte foi tomado pelo Império Assírio no ano 722 a.C.
2. O Reino do Sul foi conquistado pelo Império Babilônico em 586 a.C. (mais tarde, o rei Ciro, da Pérsia, autorizou o retorno e a reconstrução)
3. No ano 70 d.C., o Império Romano destruiu Jerusalém e dispersou o povo pelo mundo
O grande milagre moderno ocorreu quase dois milénios mais tarde. Após 1878 anos de dispersão, o direito à terra foi restabelecido. Esse processo contou com uma atuação diplomática crucial do brasileiro Osvaldo Euclides de Sousa Aranha, que presidiu a Assembleia Geral da ONU em 1947, Em maio de 1948, a independência foi declarada.
Mesmo após o renascimento do Estado, as ameaças mantiveram-se constantes, incluindo 7 grandes guerras declaradas, dezenas de operações militares e duas intifadas. Ainda assim, a nação subsiste sob promessas divinas.
Compreender o Antissemitismo e o Sionismo
Para entender o cenário atual, é preciso distinguir o “antissionismo” e o “antissemitismo’ (hostilidade e ódio contra o povo judeu) do movimento que apoia a nação. Aqueles que defendem o direito de Israel existir são chamados “sionistas – ou “sionistas cristãos”, no caso dos milhões de apoiantes não judeus que fundamentam o seu afeto em profecias bíblicas.
Este ódio histórico baseia-se, espiritualmente, no facto de Deus ter escolhido essa nação como o “relógio escatológico do mundo”. Ao escolher Abraão, o Criador planejou que, da sua linhagem, nasceria o Messias, o Emanuel, para a salvação da humanidade. Diante disso, concluímos que:
· Palco da Revelação: Israel é o cenário central da narrativa bíblica, o berço do monoteísmo e a terra dos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó.
· Centro Profético: A região foi o palco da Lei, dos Profetas, do ministério terreno de Jesus e da Redenção na cruz.
· Cenário Escatológico: O território aguarda os eventos futuros. A Bíblia afirma que o Messias regressará a este cenário, pisará o Monte das Oliveiras e governará as nações a partir de Jerusalém (Zacarias 14:4,9). É este plano divino que desperta a oposição espiritual ao longo dos séculos.
Apenas ao acompanhar de perto a realidade local é possível compreender os factos, visto que muitas narrativas midiáticas tendem a ser parciais. Israel adota o princípio de não iniciar ataques contra outras nações, agindo em legítima defesa para garantir a sua sobrevivência. As Escrituras prometem bênçãos para os que defendem este povo, como destacado em Gênesis 12:3 (“Abençoarei os que te abençoarem”) e no Salmo 122:6 (“Orai pela paz de Jerusalém! Prosperarão aqueles que te amam”).
Pequeno em Território, Gigante em Impacto
Atualmente, a extensão territorial de Israel é de apenas 22.000 km² - cerca de 1/3 da área governada pelo Rei Salomão na antiguidade, sendo menor do que o estado brasileiro de Sergipe. Apesar de a população judaica global representar apenas 0,2% do total mundial, o seu impacto científico, cultural e histórico é imenso. Os judeus acumulam mais de 22% de todos os Prêmios Nobel da história, distribuídos por seis categorias:
· Economia: 40 laureados
· Fisiologia ou Medicina: 59 laureados
· Física: 56 laureados
· Química: 37 laureados
· Literatura: 17 laureados
· Paz: 9 laureados
Total de base judaica: 218 premiados.
O ecossistema de inovação associado a cientistas, inventores e engenheiros judeus e israelitas gerou tecnologias que revolucionaram a humanidade. Entre as contribuições globais e locais, cito apenas algumas que se destacam:
· Medicina: A vacina contra a poliomielite, a cápsula endoscópica (PillCam), o desfibrilhador cardíaco externo e o medicamento Copaxone (para esclerose múltipla), cientistas em Israel desenvolveram uma tecnologia revolucionária de colírio focada na correção de problemas refrativos (como miopia e hipermetropia) sem a necessidade de cirurgias tradicionais .
· Tecnologia e Consumo: O Pen Drive (memória USB), o processador Intel 8088, a aplicação Waze, o algoritmo de compressão LZW e o jogo Rummikub.
· Sustentabilidade e Agronegócio: A irrigação por gotejamento, o tomate-cereja comercial, a liderança em gestão hídrica, a dessanilização da água do mar e a exportação global de flores e frutos em pleno deserto.
· Defesa e Futuro: Pioneirismo em Deep Tech, Inteligência Artificial aplicada à condução autónoma, cibersegurança mundial e sistemas avançados de defesa civil.
Cerca de 40% do PIB do país provém das exportações de bens e serviços de alto valor agregado, consolidando uma economia resiliente e com elevados índices de felicidade per capita. Vou preparar novos artigos sobre esta Nação, abordando não apenas as promessas, mas o cumprimento profético em curso.
Parabéns, Israel, pelos seus 78 anos de independência política. Que a nação guarde sempre a sua Dependência do Eterno e Soberano Deus para o cumprimento de toda a Sua Palavra.
Claayton Nantes




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