BOLETIM 1327 - Relacionando-se no Corpo
- Claayton Nantes

- 27 de fev.
- 2 min de leitura
Nº 1327 – ANO XXVI – 28/02 a 06/03 de 2026

Relacionamento sempre foi um desafio, principalmente nessa geração tão assolada por transtornos e comportamentos tão inconstantes.
Estamos vivendo um período em que as oscilações de humor, depressão unipolar, transtorno de ansiedade, ou mesmo, transtorno de personalidade borderline bipolaridade tem sido uma constância nos encontros, e, pessoas com quem convivemos em casa, no trabalho, na faculdade e até na Igreja.
O apóstolo Paulo já nos alerta sobre isso desde que escreveu sua 2 carta a Timóteo: “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos; porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te”. 2 Timóteo 3:1-5
O narcisismo é uma característica desta geração, marcada pelo egocentrismo, onde muitos sentem uma necessidade extrema de admiração e falta de empatia, variando de comportamentos saudáveis a um transtorno.
Pessoas narcisistas frequentemente demonstram grandiosidade, manipulação e visão de superioridade, escondendo baixa autoestima e um vazio interior.
Deus criou o ser humano um ser relacional, e a própria palavra declara: “É melhor serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque, se um cair, o outro levanta o seu companheiro”. Eclesiastes 4:9
Porém, o relacionamento é uma construção contínua de conexões baseadas em empatia, escuta ativa, respeito, confiança e renúncia.
Isso envolve inteligência emocional para equilibrar emoções próprias e alheias, superando expectativas irrealistas e crenças limitantes. É uma troca autêntica, não interesseira, que exige cuidado constante e maturidade para lidar com imperfeições, gerando resultados positivos e harmonia.
Aliás, quando observamos o Fruto do Espírito, ele se mede no relacionamento! Pois, sozinho é fácil apresentar todas aquelas virtudes ‘de si para si’: “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e domínio próprio”. Gálatas 5:22
Essas 9 facetas ou virtudes, são desenvolvidas através do relacionamento. Então podemos concluir que Deus coloca pessoas ao nosso lado, ou, nos coloca na família que estamos, para desenvolver o Fruto do Espírito, que nada mais é do que o Caráter de Cristo em nós.
Para desenvolver um bom relacionamento precisamos de empatia (nos colocar na posição do outro), e para isso, precisamos de uma escuta ativa, realmente interessado em compreender para poder ajudar o próximo, com respeito, confiança e autenticidade. É ser interessante sem ser interesseiro, pois o verdadeiro amor ÁGAPE, doa de si, sem esperar nada em troca.
Infelizmente há muita decepção e frustração nos relacionamentos porque as pessoas criam uma expectativa muito elevada do próximo e quando não correspondida se decepcionam.
Precisamos a cada dia aprimorar o relacionamento interpessoal, pois cada dia aumenta a necessidade da resolução de conflitos. A comunicação do casal, o relacionamento de pais e filhos, o convívio na empresa, na faculdade, e na Igreja.
Relações que exigem cuidado e sabedoria, uma inteligência emocional para não passar dos limites e não confundir as coisas.
Relacionamento é uma arte, arte essa que se constrói com o tempo e experiências enfrentadas em conjunto no dia a dia.
Essa é a matéria que estaremos estudando no Curso Livre de Teologia esta semana!
Claayton Nantes




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