BOLETIM 1298 - ABA PAI
- Claayton Nantes

- 9 de ago.
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Nº 1298 – ANO XXV – 09 a 15 de agosto de 2025

PAI, uma das primeiras palavras que o ser humano balbucia com os lábios.
Pai, não é somente aquele que gera, mas aquele que cria, que ensina, que educa!
Ao olharmos para o Antigo Testamento, vemos que os personagens que desenvolveram um relacionamento, em sua maioria tinham um relacionamento distante, e por isso tinham o hábito de orar: “Deus de Abraão, Deus de Isaque, Deus de Jacó...”
Podemos dizer que os personagens que desenvolveram um relacionamento mais íntimo foram Moisés e Davi.
Porém, Moisés, com muitos rituais e protocolos, pois este era o mediador do Antigo Testamento, ao qual, Deus entregou a Lei. Ficou no monte Sinai quarenta dias, e quando desceu, viu que o povo tinha construído bezerro de ouro, então quebrou as tábuas da lei e subiu mais quarenta dias para o monte Sinai.
Já Davi, desenvolve um relacionamento com Deus de filiação, de paternidade.
Desde o momento em que Adão e Eva pecaram, Deus não espera perfeição dos humanos, pois: ‘um pecou, todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus’; mas o Senhor espera, sinceridade, transparência, integridade e RELACIONAMENTO.
Os sacerdotes, anciãos e profetas, tinham reverência, tinham respeito, mas algo ainda assim, muito ritualístico. Porém, certo dia, quando os discípulos estavam conversando com Jesus lhe pediram: “Mestre, ensina-nos a orar!”
E ali, numa conversa informal, num anseio da alma, os discípulos ouviram Jesus expressando a proximidade que Deus deseja, Jesus disse: quando orarem, você vão dizer: PAI NOSSO!
Mas não só na oração do Pai nosso, em Marcos 14:36 – “E disse: Aba, Pai, todas as coisas te são possíveis; afata de mim este cálice; não seja, porém, o que eu quero, mas o que tu queres”.
E Paulo entendeu esse relacionamento entre Jesus e Deus, o Filho e o Pai, e entendeu que Deus quer resgatar em nós o relacionamento de filiação X paternidade.
Romanos 8:15 – “Porque não recebestes o espírito de escravidão, para, outra vez, estardes em temor, mas recebestes o espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai”.
Gálatas 4:6 – “E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai”.
Foram diversas declarações que Jesus fez acerca de paternidade: “quem vê a mim, vê ao Pai”; “Eu e o Pai somos um”. “Eu sei que o Pai sempre me ouve”...
ABA – é uma expressão aramaica (língua falada na época de Jesus), que tem um sentido afetuoso de “papai” ou até “papaizinho”.
No contexto cristão, é usada para se referir a Deus de maneira íntima e pessoal, transmitindo a ideia de um relacionamento de confiança e amor entre o Pai celestial e os filhos.
Jesus, é o Verbo que se fez carne; é o Deus encarnado, “a Palavra que sai da boca de Deus”, veio ao mundo como homem, despojou-Se de Sua glória, para mostrar à humanidade que Deus quer um relacionamento mais próximo, mais íntimo, que Deus quer nos “paternizar”, dando-nos segurança, confiança, apoio, socorro, ajuda e a vida eterna, através de Seu Primogênito – JESUS CRISTO DE NAZARÉ!
Que neste “Dia dos Pais”, possamos agradecer ao Pai Eterno, e sabermos que nunca estamos órfãos, pois Ele está conosco, e que através desse relacionamento com Ele, possamos paternizar também uma “geração que se sente órfã”, uma geração e sociedade que se comporta como bastardo, ou como escravo, esse não é o propósito de Deus para contigo, Ele deseja que você encontre a posição de FILHO, mas essa posição, só é possível quando você confessa Jesus como teu único Senhor e Salvador, e aí sim, podemos ter um FELIZ DIA DOS PAIS!
Claayton Nantes




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