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BOLETIM 1078 - Festa de Pentecostes

Nº 1078 ANO XXI 22 a 28 de maio de 2021


Ao olharmos para o Antigo Testamento podemos ver o nosso Deus como um Deus festivo; mas, mais do que festivo, cada festa que Ele estabeleceu tem um propósito muito maior do que celebração, é uma mensagem profética de Deus a nós, uma data na agenda de Deus onde os céus estão abertos, e o significado desta festa é um sinal, símbolo e as vezes até uma alegoria do que Ele quer fazer. Foi assim na festa da Páscoa (Pessach) (festa dos pães asmos; a passagem e as primícias da colheita da cevada, ou trombetas), Pentecostes (Shavuot; a colheita do trigo); Hosh Hashaná (Ano Novo judaico); Yom Kippur (Dia do Perdão); Sucot (Festa dos Tabernáculos ou cabanas); Hanukáh (Festa da Dedicação); a Festa do Purim. Exatamente cinquenta dias após a Páscoa (morte & ressurreição do nosso Senhor), onde na primeira páscoa, estabeleceu a saída do Egito rumo à Canaã, estavam atravessando o deserto, vem a colheita da cevada. Inicialmente era chamada de “Festa da Colheita, ou ainda Festa das Semanas”, porque eram 7 semanas de 7 dias (7X7=49)+1 = 50 – Pentecostes, onde iniciaram a colheita dos grãos, trigo! Logo após a Páscoa (onde começava a colheita da cevada, se celebravam por 7 semanas, onde se concluía com a colheita do trigo, 50 dias depois). As festas eram sempre celebradas no ciclo da agricultura (Páscoa – cevada; Pentecostes – grãos, trigo; Tabernáculos – uva, figo e tâmaras); embora tivessem o costume de consagrar sempre os primeiros frutos ao Senhor, a “festa de primícias” é a que acontecia junto à Páscoa. Enquanto a Páscoa era uma ‘festa caseira’, pois era um cordeiro para cada família, e deveriam celebrar em casa; a Festa das Semanas, ou Pentecostes era uma celebração agrícola, na roça, no lugar onde se cultivava a cevada e o trigo, entre outros grãos, que posteriormente esta celebração foi levada para os lugares de culto, especialmente, o Templo de Jerusalém. Essa cerimônia era chamada de “Santa Convocação, ninguém poderia trabalhar durante aqueles dias, pois eram considerados um período de solene alegria e ação de graças pela proteção e cuidado de Deus. Êxodo 23:14-19; Levítico 23:1-34; Deuteronômio 16:1-17. Toda celebração era dedicada exclusivamente a Deus, além de serem celebrações solenes, eram muito alegres. Não celebra um mito, mas a ação de Deus que cria e sustenta a vida do mundo criado. Louva-O pela colheita, pelos frutos. Nenhum celebrante se reunia para um simples lazer ou diversão, mas sim para reafirmar e aprofundar o sentido da fé em Deus, o Criador e Libertador, Provedor, o Deus Jeová. Nesta festa se dedicava um tempo para refletir sobre a importância da terra, do solo, da semente, e valorizar Àquele que deu o fruto – o Criador, o Todo Poderoso. Mal sabiam que isso era uma figura profética para a Igreja em Atos dos Apóstolos, capítulo 2, na descida do Espírito Santo, numa festa de Pentecostes, onde tiveram “os primeiros frutos”. Pedro se levanta revestido do Espírito Santo e seu primeiro discurso 3.000 almas se convertem como cumprimento das “Primícias” dos primeiros frutos da Igreja. “Cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; e, de repente, veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem”. Atos 2:1-4. O Espírito Santo é o que nos reveste, nos capacita, nos ensina, nos instrui, nos direciona. Primeiro o Senhor opera em nós, para depois trabalhar através de nós. Que neste Pentecostes você possa ter uma experiência com o Espírito Santo e seja revestido para um novo tempo de Deus. Claayton Nantes


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