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BOLETIM 1068 - Por que manter a Igreja aberta?

Nº 1068 ANO XXI 13 a 19 de março de 2021


Tenho visto e ouvido inúmeros comentários totalmente descabidos acerca da insistência em mantermos as portas da igreja abertas, o que me faz chegar à conclusão de que realmente os que tais coisas estão postando e dizendo não conhecem o mínimo da dinâmica de um templo aberto em meio a uma pandemia. Então, antes de julgar, afrontar ou reclamar, prefiro informar, comunicar e descrever o que realmente uma igreja aberta faz!

A Igreja sempre foi um importante instrumento de suporte espiritual para a sociedade, ensinando, acolhendo e transformando a vida das pessoas, através de uma palavra de conforto, alento, alívio, dando direção através da Palavra de Deus.

A Igreja é a reunião dos filhos de Deus, a família espiritual que ensina, acolhe e transforma pessoas, e que tem causado um grande impacto positivo por onde passa. É um instrumento poderoso para minimizar os males da sociedade, inclusive para orientação sobre a prevenção e combate contra vírus e enfermidades. Perdemos a conta do número de famílias que atendemos e socorremos, as quais, seduzidas pelo convite do mundo, em meio ao “isolamento”, foram levadas a drogas, vícios, prostituições e promiscuidade, pois, dada a ociosidade, ficaram susceptíveis a essas ciladas do maligno. Centenas de pessoas foram libertas das drogas, do álcool, e muitas outras foram acolhidas da miséria e da fome, através de ações das igrejas, sem falar das que saíram da criminalidade.

A Igreja é uma atividade essencial, que se adequou aos cumprimentos das normas do protocolo de segurança, higienização, sanitização e dos decretos estabelecidos, e nossas portas permanecerão abertas. Somos o povo de Deus na Terra, e as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja.

Temos um compromisso com Deus, com as pessoas, famílias e sociedade.

Nossos atendimentos terapêuticos e psicológicos aumentaram abruptamente. O número de crianças descontroladas que desenvolveram surtos, algumas chegando até a praticar automutilação foram impressionantes. Pais e mães chegando ao desespero, pedindo socorro – são apenas algumas das situações diárias enfrentadas pela igreja.

Temos que dobrar os nossos esforços e permanecer com nossas portas abertas para atender com muito amor ao nosso próximo e tudo isso ainda voluntariamente.

E quando o assunto é “luto”, torna-se mais profunda essa questão. Todos nós sabemos que o ciclo da vida é nascer, crescer e morrer, mas esse ciclo tem que ser encerrado psicologicamente.

Quando uma vida é privada de se despedir ou passar os últimos momentos com seus entes queridos, quebra-se esse ciclo. Durante a pandemia, é incontável o número de atendimentos a enlutados com a impressão de que seus entes queridos ainda estavam vivos, que uma hora vão chegar, pessoas que desenvolvem insônia, desespero, ansiedade, angústia, depressão. Esse número aumenta a cada dia, pois grande parte dos enlutados não fecharam o ciclo.

A Igreja sempre esteve presente nas guerras, nas calamidades, catástrofes. As igrejas contribuíram com ensinamento, socorro, apoio em todos os níveis, e não é agora que vai se acovardar ou se omitir. Estamos convocados a interceder por nosso Estado e em nossa nação, e juntos vamos vencer essa guerra, sabendo que contamos com o agir Divino. E “agindo Deus, quem impedirá?” (Isaías 43:13).

É claro que a pandemia não é a vontade de Deus.

Pode, sim, ser a permissividade de Deus, mas é consequência da maldade humana e interesses de “poderes” de alguns. Deus, porém, pode usar uma situação como essa de pandemia para levar a humanidade ao arrependimento. Infelizmente muitos endurecem seu coração e se rebelam contra Ele, afastando-se ainda mais, ao invés de se arrependerem e se aproximarem dEle.

Desde março de 2020 temos ouvido: “O pico será em março de 2020” ou “o pico será em abril de 2020”, “o pior pico será em maio de 2020”, “o pico será em junho de 2020” e por aí vai. Essa predição tem instituído uma filosofia de medo, pânico, desespero, roubando cada vez mais a liberdade de expressão, privacidade e alegria do povo.

Durante a pandemia, assim como em todas as outras catástrofes, a Igreja não se escondeu – ela veio para a batalha e demonstrou que continua sendo parceira do Estado e um alívio para a sociedade, acolhendo, trazendo esperança, alimentando centenas de famílias através de cestas básicas, distribuindo milhares de kits de segurança e oferecendo encorajamento e fé para a população.

Hoje mais que nunca, o mundo precisa de uma Palavra de Esperança.

A sociedade precisa de um encontro com Deus, precisa de um local onde possa conversar, orar, renovar as forças e manter o equilíbrio emocional.

Vemos ônibus e metrôs lotados, vemos o transporte público sem o mínimo de sanitização, num entra-e-sai de pessoas anônimas lutando e batalhando pelo seu “pão de cada dia”.

Filas intermináveis nos bancos para pagar os impostos e contas que só aumentam cada vez mais.

Alheios e indiferentes a essa realidade, alguns insistem em responsabilizar a Igreja por aglomerações inexistentes.

Nunca obrigamos ninguém a cultuar ou exercer o ofício de obreiro ou diácono. Os que se sentirem seguros em vir, as portas estarão abertas, e os que não se sentirem seguros, assistam em casa. Mas para que alguns assistam em casa, outros precisam estar presentes para transmitir. O maior motivo em mantermos nossas portas abertas é servir ao próximo, praticar o amor para com vidas que estão sem rumo, em desespero, e necessitam de um socorro. Essa é a nossa missão como Igreja, e não podemos abrir mão dela. Cada um fazendo sua parte, todos dando o seu melhor neste momento, juntos com Deus à frente, venceremos essa guerra!

Claayton Nantes

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2 Comments


Belíssima explanação sobre a ação espiritual e social da igreja;papel imprescindível e fundamental nos dias atuais.Contra fatos, não há argumentos.Os relatos do Boletim descrevem toda a ação da igreja no enfrentamento da epidemia.Parabéns,Igreja Torre Forte!

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Claayton Nantes
Claayton Nantes
Mar 14, 2021
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GRATIDAO irmã Francisca, um forte abraço, que o Sr te abençoe sempre.

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