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BOLETIM 1228 - NOMOFOBIA

Nº 1228   –   ANO XXIV   –     06     a    12     de   abril      2024


Nomofobia é uma doença cada vez mais comum. Se refere ao medo ou ansiedade pela falta de uso do celular, causando sensação de medo, irritabilidade e prejuízo na vida, como falta de sono e dificuldades no trabalho, na escola e principalmente nas relações sociais. O mais triste é que está atingindo a nova geração e desencadeando muitos outros transtornos e prejuízos.

Dificuldade de se relacionar, integrar, interagir fisicamente; estresse, depressão, ansiedade, tristeza, insônia, são alguns problemas relacionados com o vício do celular.

O uso precoce do celular pode atrapalhar o desenvolvimento cerebral pois provoca uma atrofia do córtex cerebral, pode atrapalhar o desenvolvimento de estudo e da alfabetização, podendo desenvolver uma conduta agressiva na infância, podendo até sofrer de depressão infantil; TDAH – falta ou déficit de atenção;

A criança não tem maturação cerebral para lidar com alguns estímulos, então o córtex pré-frontal que é uma área do cérebro que está relacionado tanto a controle de comportamento como a interação social ela não está plenamente desenvolvida nas crianças; com isso a criança vai ter problemas de atraso no desenvolvimento da linguagem (tanto na leitura, fala e escrita), pois a criança é privada de ser desafiada para o desenvolvimento das conexões neuronais.

Esta geração é a primeira geração que tem o contato com a tecnologia desde o ventre, e com isso não se preocupou com os limites e está descobrindo agora quais são os agravantes do excesso da exposição às telas digitais e compulsão virtual.

Especialistas afirmam que a “dependência digital é um processo que torna a criança mais ‘acelerada’, porque provoca uma alternância de humor, em que a criança fica mais irritada ou mais chorosa; isso está relacionado à liberação de dopamina (que é um neurotransmissor relacionado com o vício), alterando o comportamento da criança, pois provoca os efeitos de entorpecentes/drogas, podendo viciar quimicamente a criança.

A criança exposta ao celular vai ser estimulada na vida sedentária, trocando as atividades físicas, brincadeiras e integração, desenvolvendo assim obesidade infantil; tendo menor desempenho em matemática e linguagem/português.

A nomofobia é um distúrbio multifatorial. Há razões sociais, funcionais, orgânicas e de saúde.

Nos adolescentes e jovens, o uso excessivo do celular pode causar náuseas, enjoo, dores musculares, dores no pescoço, ardência nas vistas.

Já no caso de crianças de 0 a 10 anos os prejuízos são muito maiores, pois pode causar déficit de atenção, prejudicando o desenvolvimento cognitivo, e a criança vai ter dificuldade de ler, escrever, entender e interpretar textos; aumento de impulsividade, e diminuição da habilidade de regulação das próprias emoções; alguns especialistas até afirmam que há a “queima de neurônios”, e prejudica o músculo ocular, prejudicando no desenvolvimento da visão, além de atrapalhar as funções psíquicas.

Muitas crianças já têm literalmente comportamentos como de “crise de abstinência de dependência química”, se não for dado o celular para elas.

É conhecido de muitos que todo aparelho emite uma quantidade de radiação enorme, e o contato com esses aparelhos 24h por dia, pode desenvolver problemas radioativos, nódulos, alergias, sensibilidades e até gerar processos cancerígenos.

Sem contar ainda conteúdos imorais e inconvenientes que não convém às crianças; ainda podem ser vítimas de criminosos ou adultos mal-intencionados e games violentos.

Nunca é tarde para começar uma mudança, para agir, socorrer e reverter o quadro, esteja alerta e atento ao desenvolvimento cognitivo dos seus filhos!


Claayton Nantes

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