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BOLETIM 1203 - BAILIQUE – uma comunidade em risco!

Nº 1203 – ANO XXIII – 14 a 20 de outubro 2023


Estamos em mais uma viagem missionária aos povos ribeirinhos. Nosso foco foi o Arquipélago de Bailique, que é um conjunto de oito ilhas no leste do Estado Brasileiro do Amapá. Formado pelas ilhas de Bailique, Brigue, Curuá, Faustino, Franco, Igarapé do Meio, Marinheiro e Parazinho, das quais 6 delas são habitáveis, com uma população estimada de mais de 13 mil pessoas, ficamos alojados na Vila Progresso, que entre elas é a que está mais estruturada, porém, com risco de sumir do mapa, devido à erosão das terras à margem do rio e intensa salinização da água.

O acesso é feito somente via fluvial pelo rio Amazonas, são mais de 57 comunidades habitando no arquipélago, banhadas pelo rio Amazonas.

Com o aumento da erosão, tem dificultado ainda mais o acesso, pois muitas árvores caem e são levadas pela correnteza deixando uma paisagem desoladora, não apenas de casas abandonadas, mas o perigo de navegação, principalmente de pequenas embarcações.

Essas são as histórias que ouvimos de todas as comunidades, Itaubal, Itamatatuba, Macedônia, Andiroba, Carneiro, Franquinho, e muitos outros, onde muitos moradores estão desmontando suas casas de madeira e buscando outro lugar para sobreviver.

O aumento da salinização na água doce do rio Amazonas intensificou devido a construção de uma hidrelétrica, com isso dificultando a corrente do rio Araguari que levava um grande volume de água mar adentro, colaborando assim para o fluxo da água doce, que foi interrompido; este rio foi represado por três hidrelétricas: Cachoeira Caldeirão; Ferreira Gomes e a 1ª Usina da Amazônia.

Esses e outros problemas têm agravado o estado de saúde dos moradores, e também crianças, pois estão utilizando água salgada para atividades como banho e até alimentação e limpeza, gerando alergias e doenças de pele e até problemas de saúde gastro-intestinal.

O risco ambiental é outra questão a ser enfrentada. Segundo especialistas e biólogos, os peixes de água doce podem não se adequar à quantidade de sal presente no rio, o que pode causar impacto no modo de pescar e se alimentar, assim como perda da biodiversidade, flora e fauna. Sem contar, as plantas nativas que podem ser prejudicadas por não estarem acostumadas ao novo dinamismo de um ambiente salinizado.

Muitos moradores estão sobrevivendo de doações, pois dificultou seus meios de sobrevivência que era a pesca e o cultivo do açaí, e inúmeras famílias perderam a esperança.

Os povos ribeirinhos já eram considerados um dos povos menos alcançados do nosso continente, e com esses agravantes, piorou o interesse e prioridades das igrejas em enviar um missionário.

Temos que orar ao Senhor da Seara que envie ceifeiros para Sua seara, que levante socorro na adversidade e alguém leve esperança em meio ao caos.

Hoje, mais do que nunca é necessário as BOAS NOVAS DE SALVAÇÃO! Como invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam a paz, dos que anunciam coisas boas!”. Romanos 10:14-15

Não podemos negligenciar o chamado, não há tempo a perder! É hora de levantar os olhos e ver que os campos estão brancos para a ceifa, se nos calarmos, essa geração perecerá!

A Igreja do Senhor Jesus Cristo, precisa despertar para missões!

Muitas vezes pela ilusão de na metrópole termos inúmeros programas de televisão, inúmeras rádios e programas de rádio evangélicos, acessos à internet, cultos virtuais, achamos que todos foram alcançados, e isso é um tremendo engano, em todo tempo é tempo de cumpri o IDE.


Claayton Nantes

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