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BOLETIM 1135 - Cânone Bíblico

Nº 1135 – ANO XXII – 25/06 a 01/07 de 2022


É maravilhoso ver o cuidado de Deus e a forma como Ele planejou, arquitetou todas as coisas. A integridade e veracidade bíblica é fabulosa, e como a própria Palavra nos revela: “O povo perece por falta de conhecimento”.

Muitos não conseguem crer nas Escrituras como “divinamente inspirada por Deus” por desconhecer a forma, o processo como esses livros chegaram até nós.

Cânone ou cânon das Escrituras é a lista de textos ou “livros considerados “divinamente inspirados por Deus”.

“Cânon” vem do termo grego que significa “régua”, “vara de medir” ou “vara”, que foram as normas e parâmetros que faziam de um texto “divinamente inspirado ou não”. O texto por si só enquadrava ou não sua veracidade.

O decorrer da história e a tradição contribuíram para que os livros naturalmente fossem considerados canônicos.

À princípio o que norteia todas as Escrituras são os escritos de Moisés, que até hoje são considerados “alicerce, base, raiz, a coluna dorsal do judaísmo e do cristianismo” – “a Torah – o pentateuco, os cinco livros atribuídos à Moisés”.

A partir deles, o enredo bíblico é norteado pela genealogia do Messias. Tudo o que agrega informações para estruturar a genealogia apresentada em Mateus 1:1-17 e Lucas 3:23-38 precisa ser descrita a história de cada nome ali apresentado e como chegaram ao povo judeu para compor a árvore genealógica de Jesus Cristo homem; por isso vemos tantos detalhes da narrativa de Tamar, que gerou do (sogro) Judá, a Perez e Zerá; como também Raabe que gerou de Salmom a Boaz; e Rute que gerou de Boaz a Obede.

O pentateuco é a coluna dorsal, e a partir dele a história prossegue na conquista de Canaã com Josué que é prosseguido por Juízes que termina quando a nação pede um rei para ser igual as outras nações.

A história monarca judaica é registrada por 1 e 2 Reis e 1 e 2 Crônicas; que vai do período do Reino Unido ao Reino dividido;

Como o rei se torna a autoridade máxima da nação, para confrontá-los, corrigi-los e direcioná-los, Deus levanta profetas que são divididos por quantidade de conteúdos por “maiores e menores”.

Profetas esses que abrangem o período do Reino Unido, Reino Dividido, cativeiro babilônico e até após o cativeiro babilônico.

Foi introduzido os livros sapienciais, que entre eles está o livro de cânticos, visto na última matéria – a riqueza dos salmos.

O cânone se desenvolveu primordialmente pelo uso de textos em contextos de culto; escritos reconhecidos como uma coleção de textos dotados de autoridade – livros estes que expressam a história autoritativa da relação entre Deus e o Seu povo.

Já o novo testamento ficou mais fácil essa seleção, pois tinha que ter um endosso apostólico para o livro ser considerado divinamente inspirado e autêntico, porém, o Antigo Testamento resume e sintetiza da história de 4.000 anos, já o Novo Testamento somente 100 anos da História da Igreja.

Evidências sugerem que o processo de canonização ocorreu entre 200 aC a 200 dC; um ponto de vista popular é que a Torá foi canonizada por volta de 400 aC, já os Profetas (Nevi’im) por volta de 200 aC, e os Escritos (Ketuvim) por volta de 100 aC. Esses três formam a Bíblia Hebraica conhecida como TANAK (Torá, Nevi’im e Ketuvim).

Literalmente uma coisa “puxa” a outra.

O fato de canonizar a “Torah”, deu parâmetros para estruturas os “profetas” e os “escritos” que são em sua maior parte nossos “históricos”, e até o Novo Testamento.

Os parâmetros eram tão rígidos que se no texto o tetragrama do nome de Deus (YHWH) não fosse escrito com uma pena virgem, tal escrito já era descartado como canônico, pois se o autor não teve reverência para escrever o nome sagrado, seus escritos não merecem ser lidos ou tidos como divinamente inspirados. Esse é o tema da matéria que estaremos estudando nesta semana, turmas manhã e noite, aproveite e venha participar.


Claayton Nantes

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