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BOLETIM 1120 - Festa do Purim

Nº 1120 – ANO XXII – 12 a 18 de março de 2022


Durante toda a história, o povo de Deus sempre foi perseguido, zombado e afrontado! Principalmente nos períodos em que estavam como escravos, sob o domínio de impérios severos. Deus formou a nação hebreia no Egito, quando José no período da fome, trouxe seu pai, seus irmãos, 70 pessoas ao todo de sua família, ficaram ali por 430 anos onde foram humilhados, perseguidos, torturados, até o Senhor levantar Moisés para libertá-los do Egito. Porém a desobediência e idolatria fez esse povo ser disciplinado muitas e muitas vezes no contexto da história; logo depois de posse da terra de Canaã, fizeram alianças erradas, foram contra tudo o que Senhor tinha ordenado que não fizessem, se casaram com pagãos e passaram a cultuar os seus deuses; essa história se repete 13 vezes só no livro de Juízes. E devido isso, Deus os disciplinou. O Reino do Norte – Israel foi tomado pelo império Assírio, e o Reino do Sul – Judá foi levado cativo para Babilônia pelo período de 70 anos. Tempo esse profetizado pelo profeta Jeremias, mas descrito em detalhes pelo profeta Daniel.

Iniciou sob o domínio do imperador Nabucodonosor da Babilônia, sendo sucedido pelo império medo-Persa do 4º século AEC, dominando sobre 127 países, dos quais, todos os judeus eram também seus súditos.

Nesse período como todos os outros, os inimigos ficavam procurando leis para perseguir e exterminar o povo que servia ao Deus Todo Poderoso. A rainha Vasti se recusa a comparecer no palácio para ser exposta pelo esposo que estava embriagado e com isso, o rei Assuero é aconselhado pelos seus assessores de despedi-la, mandá-la embora. Passado os dias, ele querendo se casar, levam todas as moças, jovens, virgens para constituir o harém do rei, e entre estas, estava Ester, sobrinha de Mardoqueu.

Que passou a viver como intercessor nas portas do palácio, e com isso descobriu uma trama contra o rei Assuero, e denunciou para que não viesse a se consumar esse assassinato. Passado um tempo, um assessor do rei, que tinha se tornado uma pessoa de confiança foi promovido a primeiro ministro e começou a querer adoração para si, e estabeleceu regras que ao entrar, todos tinham que se dobrar diante de sua presença, e Mardoqueu não podia aceitar quebrar a lei mosaica e se dobrar diante de outras pessoas a não ser ao Deus Jeová, o Deus verdadeiro!

Essa atitude de Mardoqueu indignou tanto a Hamã que faz uma trama para poder enforcar Mardoqueu, se tornando um antissemita. Ele, de posse do anel do rei, escreve as leis e carimba com o anel de Assuero, estabelecendo um dia em que todas as pessoas tinham que matar judeus pois estavam desobedecendo às leis da pérsia, (dia 13 de Adar).

Mardoqueu ao ter conhecimento do extermínio que seria, se vestiu de pano de saco, e convenceu todos os judeus a se arrependerem e jejuarem para que Deus pudesse intervir e reverter os decretos de Hamã. Criou uma estratégia para que a notícia chegasse até Ester, que ao ter conhecimento do plano de Hamã, colocou as mulheres que a serviam no palácio para jejuarem com ela, pois iria adentrar ao rei Assuero e denunciaria Hamã, porém, com uma estratégia de servir um banquete a eles.

Hamã passa a noite inteira para construir uma forca para executar Mardoqueu, e nesta mesma noite, Deus tira o sono de Assuero que pede para ler as crônicas do palácio, e relatam a ele exatamente o livramento que Mardoqueu havia feito a seu favor; e ele decide honrá-lo, e convoca Hamã para fazê-lo. Ali todo plano de Hamã é revelado, e o rei determina que ele seja enforcado na própria forca que fez para Mardoqueu, Mardoqueu é honrado e promovido a primeiro-ministro.

Nisto eles têm que agir depressa, se une à sua sobrinha, a rainha Ester para traçar um plano, pois o decreto que Hamã assinou com o anel do rei Assuero não poderia ser desfeito, então estabelecem um outro decreto que sobrepõe o antigo para dar livramento ao povo judeu, o qual concedia aos judeus o direito de se defenderem contra seus inimigos. A Festa de Purim é celebrada todo ano em 14 de Adar. Comemora a salvação do povo judeu na antiga Pérsia da trama de Hamã “para destruir, matar e aniquilar todos os judeus, jovens e velhos, crianças e mulheres, num único dia.” A "Solução Final" de Hamã foi marcada para o dia 13 de Adar. Em vez disso, Hamã foi enforcado, e por decreto real os judeus foram autorizados a se defenderem em legítima defesa e rechaçaram todos os ataques com sucesso. No dia seguinte, 14 de Adar, eles descansaram, apreciaram sua milagrosa salvação e estabeleceram o feriado de Purim.

Em situação de perigo, somos ordenados a instituir um dia de jejum para nos arrependermos, orarmos e pedir pela misericórdia divina. Assim, o dia 13 de Adar, o dia da batalha, foi instituído como um dia de jejum.


Claayton Nantes

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